Behind the LavaLine capítulo 2

O relato da experiência do atleta da Natural Extremo Rafael Bridi na travessia de slackline no Vulcão.

Direitos Autorais One Inch Dreams

Um desafio que começa dentro de uma pandemia.

Sempre fui um cara corajoso, aventureiro e muito comunicativo. Em todos os cantos que passei dentro da prática de esportes busquei me conectar ao máximo com as pessoas e os locais, buscando tornar cada experiência única, intensa e especial.

Com isso, ao longo do meu caminho fiz muito amigos, alguns deles levo como parte da família.  Sempre me coloquei disponível e disposto a sonhar os sonhos dos outros, como sempre investiram e participaram dos meus. 

Minha jornada, para esse desafio, começou quando eu recebi o convite da One Inch Dreams, produtora de conteúdo de aventura de meu amigo, e também atleta de highline, Alexander Schulz e seu sócio Johannes Olszewski.

“Quero realizar um sonho antigo junto com meu pai e preciso da sua ajuda. Vamos?”

Uma pergunta dessas, vindo de quem ama adrenalina, como eu, nunca seria algo simples. E ainda que fosse, certamente iria me trazer grandes desafios. 

Tive que avaliar a oferta que mexeu comigo. Foram dias entendendo o cenário e pensando em como iria realizar o grande feito de cruzar um vulcão ativo em uma fita de highline. Confesso que essa dúvida pairou meus pensamentos por dias. As perguntas eram inúmeras.

Qual a altura?

Qual a distância?

Ele entraria em erupção? 

Estaríamos perto da lava?

O quão quente seria?

Precisaríamos de equipamentos especiais?

Pensei, pensei e pensei muito. 

 

Ao dizer sim e escutar pela primeira vez o nome de Vanuatu, um país que fica, literalmente, do outro lado do mundo, comecei a planejar a minha viagem para chegar lá. Seriam, pelo menos 4 diferentes voos e mais de uma dezena de horas de viagem. 

Quando chegada a hora da partida, coloquei na mala meus melhores equipamentos, câmeras, cabos, roupas especiais e todas as indagações que ainda havia dentro de mim. 

Sai do Brasil, passei alguns dias na Nova Zelândia e dali parti para Vanuatu, um país formado por cerca de 80 ilhas. Fiquei dois dias em Port Vila e embarquei para a Ilha de Tanna, onde estava o palco de nosso desafio: o Monte Yasur, um dos mais ativos vulcões do gênero. 

Tudo era novo, tudo gerava ansiedade. Ao desembarcar no destino final, um notícia que não gostaríamos de receber: a epidemia do Coronavírus era mundial. A notícia foi recebida com um misto de medo e dúvidas, o que nos gerou um senso de urgência de viver aquilo ainda mais intensamente.

Após entender o cenário e organizar os pensamentos, iniciamos uma verdadeira corrida contra o tempo e as fronteiras. Recebemos então mais uma informação, que mudaria os nossos próximos dias pra sempre: estávamos presos em Vanuatu, sem data para retornar.

E agora?

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