Behind the LavaLine capítulo 3

O relato da experiência do atleta da Natural Extremo Rafael Bridi na travessia de slackline no Vulcão.

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A maior ameaça vem do céu.

Estávamos em Vanuatu, com a equipe preparada para o feito e tudo em nossas mãos, a epidemia era real, mas não havia chegado onde estávamos. Retraçamos os planos e seguimos adiante. 

 

A vinda para Vanuatu tinha um objetivo muito claro. Realizar a primeira travessia de highline dentro da cratera de um vulcão ativo. Queríamos desafiar o equilíbrio sobre a lava incandescente e super quente. 

 

O Monte Yasur estava ali, na nossa frente e era o cenário perfeito.

 

O país estava em alerta, o que mudou o curso de muitas das nossas ações, mas com grande adaptabilidade nos propusemos a contornar todas as barreiras que foram surgindo à nossa frente. Com o estado de pandemia mundial declarado, uma série de acontecimentos inesperados ocorreram. 

Os guias alemães e vulcanólogos, que faziam parte de nossa equipe original, não puderem ir ao nosso encontro, pois seus voos foram cancelados. Estávamos na ilha sem a orientação presencial dos conhecedores do local. 

Conversamos com eles e entendemos caminhos alternativos para seguir com nosso plano, já que estávamos lá com todos os seus estudos em mãos e autorizações do governo, apenas não tínhamos a sua presença física. Todos concordaram que havia equipamentos, time e conhecimento suficiente para seguirmos em frente dentro deste cenário inimaginável. 

Ao chegar aos pés do vulcão outras dificuldades apareceram. Muitas empresas, que nos dariam suporte, estavam fechadas por causa do estado de quarentena, plano emergencial do governo de Vanuatu. 

Tivemos que encontrar guias locais e explicar o que fariamos, como faríamos e o nosso grau de conhecimento e segurança. Após a apresentação de documentos, estudos e equipamentos, fomos reconhecer o local e definir os pontos de ancoragem, escolhendo os materiais, para decidir os detalhes da montagem. 

 

Um passo de cada vez e mais dificuldades se apresentavam em nosso caminho.

Foram necessárias muitas trocas e conversas com os locais para manter nossa autorização. Os problemas burocráticos foram então vencidos.

Mas e o tempo? Corríamos contra as horas, olhávamos o céu a cada instante e sabíamos da ameaça que podia estar chegando pelo ar. 

Como lidar com o tempo chuvoso, os ventos e as incertezas climáticas, para escolher o dia mais seguro para se realizar a montagem do highline?

Unimos nosso conhecimento através do esporte com a quantidade de desafios que vencemos na vida em situações climáticas adversas, analisamos o clima e definimos nossa agenda. 

Com informações (e um pouco de sorte), conseguimos montar, com total segurança, em três dias distintos. Ainda assim, sabíamos que com todos aspectos e dificuldades que já estavam mapeados, na hora, era possível que os problemas tomassem outras proporções.

O excesso de chuva e a umidade, sem igual, que enfrentamos na floresta ao pé do vulcão foi talvez a maior dificuldade dessa viagem. Praticamente todas as minhas roupas mofaram, câmera e drone estragaram. Sem dúvidas foi o perrengue mais inusitado ver as minhas coisas se deteriorando e eu não ter muito o que fazer.

 

Mas entre dias claros, céu fechado e muita água correndo, conseguimos cumprir o objetivo: está tudo montado. Estamos prontos.

Agora somos nós, a fita e o vulcão.

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